3/01/2025

Edição 20 - CARNAVAL 2025




 Nessa edição tem:

- Entrevista Explosiva com Sandra Mayrink Veiga.

  Chega de GOLPES! LEIA AQUI

- Artigo de Frei Beto:

  DESAFIOS ÀS FORÇAS PROGRESSISTAS EM 2025 - LEIA AQUI

- Artigo de Gustavo Guerreiro

  sobre os genocídios na Ditadura Militar - LEIA AQUI

- Reportagem sobre a moderação nas Big-Techs - LEIA AQUI!

- Poesia de Fabíola Soares Ferreira - LEIA AQUI

- Crônica de Fabíola Soares Ferreira - LEIA AQUI

- O calor nas cidades do Sul Fluminense em 2024 - LEIA AQUI

- Em Quatis, Assentamento Irmã Dorothy conquista trator - LEIA AQUI

- Festa em Quatis: dona Iva e seu Luiz casam no civil - LEIA AQUI

- CHARGES PARA RIR E CRIAR CONSCIÊNCIA POLÍTICA! ACESSE AQUI

6/23/2024

Justiça para Todos:

 

Comunidade atingida por rompimento da Barragem da Vale em Minas Gerais lança Abaixo-Assinado em Defesa de Advogado e Contra Negligência Judicial

 

Fernanda Perdigão*

 

A Rede de Articulação da Bacia do Rio Paraopeba - Paraopeba Participa, um grupo formado por pessoas atingidas pelo rompimento da barragem da Vale em Brumadinho/MG, lançou nesta semana um abaixo-assinado em defesa do advogado Matheus de Mendonça Gonçalves Leite. A iniciativa visa não apenas proteger o profissional, mas também destacar a necessidade urgente de imparcialidade e transparência nas decisões judiciais em Minas Gerais.

O advogado, representante legal de comunidades quilombolas de Queimadas, destacou em suas manifestações a realização de uma "audiência de saneamento" clandestina envolvendo a Mineradora Herculano, no projeto denominado “Projeto Serro”, um empreendimento minerário na cidade do Serro em Minas Gerais, sem a presença das partes interessadas. O advogado apontou que essa audiência não foi registrada nos autos, gravada ou disponibilizada para as demais partes litigantes, levantando suspeitas sobre o favorecimento da mineradora envolvida.

Em vez de investigar as graves acusações levantadas pelo advogado, o magistrado responsável pelo caso decidiu oficiar o Ministério Público Federal, sugerindo que as alegações de Matheus de Mendonça ultrapassam os limites da imunidade profissional, acusando-o de ofender a honra do magistrado e arranhar a imagem da Justiça.

Quilombo Queimadas Serro/MG - arquivos pessoais de reunião com o advogado Matheus de Mendonça e comunidade


Omissão e favorecimento

A realidade da omissão das instâncias judiciais e o suposto favorecimento em decisões para as mineradoras são registradas em Minas Gerais em várias formas. Como no estudo publicado pelo Núcleo de Assessoria às Comunidades Atingidas por Barragens (Nacab), que detalha as batalhas travadas na Justiça por pessoas impactadas pela tragédia da Vale em Brumadinho.

A pesquisa analisou 319 processos julgados entre janeiro de 2019 e março de 2023 por 11 câmaras cíveis do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais (TJMG). Desse total, 75% das decisões foram desfavoráveis aos atingidos. Alguns chegaram a ganhar R$ 100 mil em sentença de primeiro grau, mas o valor foi reduzido em 80% pelo TJMG após recurso da Vale.

Tais dados são confirmados como na 3ª Turma do Superior Tribunal de Justiça que também deu provimento a um recurso especial ajuizado pela mineradora para evitar a cobrança de R$ 100 mil feita diretamente por uma mulher afetada pelo desastre ambiental. Este é o primeiro precedente do colegiado sobre o tema, com o relator da matéria, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, destacando que há potencial para que se repita em diversos recursos na 2ª Seção.


Quilombo Queimadas Serro/MG - arquivos pessoais de reunião com o advogado Matheus de Mendonça e comunidade


Ressarcimento

O caso trata do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado entre a Vale e a Defensoria Pública de Minas para viabilizar acordos extrajudiciais de pagamento por danos materiais e morais decorrentes do rompimento da barragem. O documento aborda valores e formas de ressarcimento, incluindo a previsão de indenização de R$ 100 mil para vítimas de danos à saúde mental/emocional, se houver incapacidade permanente comprovada por laudo médico.

Outro exemplo de conivência com a Vale e outras mineradoras, são os Termos de Compromisso firmados pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), o Governo de Minas, a Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam), e o Ministério Público Federal (MPF), com a interveniência da Agência Nacional de Mineração (ANM).

Estes termos foram celebrados em virtude do não cumprimento do prazo para descaracterização de barragens estipulado pela Lei Estadual 23.291, conhecida como Lei Mar de Lama Nunca Mais. O termo define as regras para adequação das estruturas da Vale, desrespeitando a lei atual que impunha data para as mineradoras descomissionarem as barragens construídas pelo método a montante.

A transparência e a integridade do processo judicial são essenciais para a manutenção da confiança pública no sistema de justiça. A Rede Paraopeba Participa pede às autoridades competentes que reavaliem o despacho em questão, assegurando que o devido processo legal seja respeitado e que a verdade prevaleça em defesa dos direitos humanos e da justiça ambiental em Minas Gerais.

Para mais informações e para assinar o abaixo-assinado, acesse o link disponível no site da Rede Paraopeba Participa.

https://chng.it/9snZqkSvYf

 

* Ativista da Rede Paraopeba Participa e Acendedora do Pavio Curto

5/01/2022

Edição 14 - 1º Maio de 2022


Editorial:

Contra a barbárie do fascismo neoliberal, Lula presidente!!  

O Pavio Curto não tem partido, mas toma partido e, em um ano onde o desafio de derrotar o conservadorismo e o neoliberalismo aliados ao fascismo é a principal pauta colocada, não poderíamos deixar de nos posicionar.

Dentro do nosso coletivo, abrigamos diversas correntes de pensamentos, todas progressistas, anticapitalistas e antifascistas. Não comungamos da ideia simplificada e da necessidade de termos a figura de um “salvador da pátria”. Acreditamos que a verdadeira emancipação da classe trabalhadora e dos oprimidos se faz pela participação e luta coletiva e não pela ideia de que elejo alguém para resolver meus problemas.



O personalismo é um traço da política tradicional que buscamos desconstruir. Ainda está longe o dia em que a população vai estar consciente da importância da política e da sua importância como eleitor e fiscal das ações de seus representantes eleitos. O clientelismo e o assistencialismo, infelizmente, ainda norteiam a decisão do voto de grande parte dos eleitores.

Dito isso, o Pavio Curto estará na campanha pela eleição de Luiz Inácio Lula da Silva, mas consciente de que a efetiva mudança se faz coletivamente. E de que só haverá justiça social e democracia de verdade com o fim do capitalismo. 

    O programa de bem estar social implementado por Lula nos mandatos anteriores alavancou a renda, o emprego e o consumo. A política de cotas foi sem dúvida nenhuma um divisor de águas na história do Brasil. Também representou grande avanço a institucionalização de espaços de participação dos movimentos sociais nas conferências e conselhos. 

    Mas as alianças para se chegar a esse resultado e a falta de uma política de conscientização e educação política da população propiciou o clima para o golpe de 2016 e as condições para a eleição de um governo que afunda o Brasil numa crise brutal e se alimenta dela para tentar manter-se no poder.

Diante da grave e sinistra situação que o Brasil atravessa, as eleições de 2022 são uma grande oportunidade de a soberania popular corrigir os rumos do país. Eleger Lula presidente é o nosso principal objetivo mas não devemos ter ilusões: será uma disputa duríssima, onde o adversário não aceita as regras democráticas e está organizando milícias armadas e digitais por todo o país, sem receio de usar a violência física e as fake news pelas redes. 

Para vencer, vamos precisar construir, politizar e organizar uma ampla base de apoio popular, realizar uma campanha de massas para eleger Lula e também homens e mulheres de esquerda para ocupar os governos estaduais, o Senado, a Câmara dos Deputados e as Assembleias Legislativas.

    Mas nossa luta por justiça social e por uma sociedade plural e igualitária não terminará nas eleições. Derrotar Bolsonaro é só uma etapa. Prosseguiremos combatendo os conceitos e desvalores que envenenaram nossa sociedade durante esses quatros anos. 

    Acreditamos que em um governo encabeçado por Lula teremos a oportunidade de trabalhar essa consciência coletiva na população e assim no futuro não nos ancorar mais em salvadores da pátria. Mas também que será um governo em permanente disputa. O avanço de uma programa democrático e popular de reformas estruturais dependerá fundamentalmente da participação, organização e pressão popular. Esse é o compromisso do Pavio Curto!!

Coordenação do Coletivo Pavio Curto



Leia nessa edição:

REPORTAGENS ESPECIAIS:

A história do 1º de Maio

Aniversário do Pavio Curto 21: a opinião de quem alimenta a chama

ARTIGOS:

Agora Luiz Inácio é o equilíbrio mental

Solidão, depressão, empobrecimento e burnout: a “recompensa” dos millenials

Violência no campo: relatório da CPT expõe insegurança de populações na Amazônia

Reforma agrária e programa habitacional urbano

O que cada um de nós pode ou deve fazer pela natureza?

A lista de pacientes e o acesso avançado na atenção básica

Conclat, uma grande oportunidade desperdiçada


CRÔNICA:

O dia que conheci Vinícius de Moraes

COQUETEL POÉTICO:

PaviANOS

Outono e o vento

Olhares, abraços em silêncio


CALENDÁRIO DE CLASSE



11/10/2021

Edição 11

 




Reativamos nossa Rádio Pavio Curto.
Clique na imagem para ouvir a entrevista.




Leia ainda:

ARTIGOS

Desmistificando a reforma agrária

Dignidade menstrual: uma urgência para o Brasil

Milton Santos - Intelectual da Periferia, Pensador do Mundo

Por que devemos nos envolver com as mudanças climáticas e ficar de olho na realização da COP 26?

Um ensaio crítico após o filme Marighella

É preciso refundar a República

PEC 5: controle pelo Congresso não vai democratizar o Ministério Público

Não é a PEC 5 que politiza o CNMP e, sim, é o MP que politiza a PEC

Derrota de Bolsonaro em 2022 não acabará com o bolsonarismo

Qual e como será visto o Brasil na COP 26

As profissões da saúde e o SUS


EXPLODINDO:

CONSCIÊNCIA NEGRA: com a palavra, os movimentos populares

CONSCIÊNCIA NEGRA: a fala dos quilombolas

Historiadores do MEP-VR comentam o lançamento do filme sobre Marighella

Entrevista – Arte e artistas

ENTREVISTA EXPLOSIVA

Entrevistamos para essa edição a gestora cultural, atriz e atualmente vereadora pelo PT em Salvador/BA Maria Marighella, que fala sobre seu avô, sobre o filme dirigido por Wagner Moura. Também entrevistamos o jornalista Mário Magalhães, autor do livro que deu origem ao filme dirigido por Wagner Moura e estrelado por Seu Jorge. Clique aqui para assistir.

ABRAÇANDO NOSSA CULTURA

Ouvimos a história de vida de Terezinha Puri  e Dorinha Puri. Memórias de infância, memórias do povo Puri que resiste na região da Serra da Mantiqueira. Clique aqui para assistir.

VOZES EXPLOSIVAS

Nossa luta diária é para nos libertar das mãos controladoras do patriarcado

Eu prefiro trazer os submersos à superfície Contista, romancista e algumas vezes poeta, Cinthia Kriemler escreve sobre as misérias humanas, a dor e a violência

Lei Maria da Penha: símbolo de luta e resistência

CRÔNICAS

“Eu não tenho ‘homens’, general!”

DETONANDO/CHARGES

Curtam nossas charges!

CALENDÁRIO DE CLASSE

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COQUETEL POÉTICO

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O FATO EM MINUTOS

15 de Novembro e a Proclamação da República



9/19/2021

É hoje! Centenário de Paulo Freire

 E o Pavio Curto em nossa seção DETONANDO publicamos charges exclusivas para esse dia! Viva Paulo Freire!